Um pouco sobre mim

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Tendo exercido atividades nas áreas de Administração de Bens, jornalismo, marketing, agricultura e mineração. Atualmente se dedica a produção de livros, tendo traduzido para o idioma português as obras: "Os Deuses Atômicos", "O Irmão Branco", "Fraternidade" e "AUM". É de sua autoria "O Livro da Lei para o Povo Suplicante". Pratica Astrologia Esotérica, ocultismo e exerce atividades como: escritor, palestrante e atividades sociais.

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Um pouco sobre o Blog ...

Este Blog abrange todo o nosso aprendizado nestes 54 anos de estudos onde percorremos as escolas compreendidas pelo espiritismo, cristianismo, teosofia, budismo, zen-budismo, hinduísmo, rosa-crucianismo e gnose, não descurando da astrologia, astronomia e todas as ciências físicas com suas derivações.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

RITUAL DO “LAVA-PÉS”

“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Durante a ceia, como o Diabo havia já posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, sabendo este que o Pai tudo pusera em suas mãos, e que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da mesa, tirou as suas vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se; depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Chegando a Simão Pedro, perguntou-lhe este: Senhor, tu a mim me lavas os pés? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora, mas entendê-lo-ás mais tarde. Disse-lhe Pedro: Não me lavarás os pés jamais. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Declarou-lhe Jesus: Aquele que já se banhou, não tem necessidade de lavar senão os pés, porém está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele conhecia aquele que o havia de trair; por isso disse: Não estais todos limpos. Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as suas vestes e, pondo-se de novo à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre, e Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou. Se eu, pois, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros;porque vos dei exemplo, a fim de que, como eu fiz, assim façais vós também.” 
(João 13:1-15) Evangelho de João


Muitos já leram na Bíblia que Jesus lavou os pés de Seus discípulos. Para compreender o sentido oculto disso, é importante saber que se refere a um antiquíssimo ritual que atrai as forças Solar e Lunar, com a finalidade de que estas vivifiquem o corpo, purifiquem os átomos e despertem as potencialidades psíquicas.
O ritual ensina isto sob a forma de um exercício, baseado em três letras. Essas letras indicam a simbologia da lavagem dos pés e mostram que estes são lavados pela Luz Divina.
Essas letras são I, A, O, o nome místico, dado por Jesus (O Átomo Nous) a seu Pai no Céu; três grandes palavras que compõem o nome secreto de Deus.

“I” simboliza o Aspecto Materno – Isis. 
“A“ representa Apophis, o Guardião, o Senhor do mundo inferior, que vigia, pesa e prova a Alma antes que lhe seja permitido receber a Luz.
“O” simboliza Osíris, o Aspecto Paterno. 

Estes Três Aspectos Divinos: Pai-Mãe-Filho ou Luz-Trevas-Amor formam um Triângulo. É um laço de união, que tendo sua base na Terra, eleva-se até Deus.

Aquele que desejar praticar este exercício pode começá-lo, seja de pé, seja deitado, com os pés unidos.

Visualizar o Mestre Jesus[1]. Imaginar:

1) Uma faixa de luz vindo de Sua fronte ao vosso pé esquerdo e dizer “I”;
2) Uma outra faixa vindo do Seu coração ao vosso pé direito e dizer “A”;
3) Uma faixa de luz vindo do seu plexo solar, envolvendo os calcanhares e pronunciar “O”.
4) Concentrar a mente nestas faixas de luz e em seguida imaginar que as três faixas de luz sobem através das pernas e coxas e, então...
5) Pronunciar o nome místico IAO (em voz alta, pronunciando cada letra isoladamente, enviando a seguinte oração ao  mais profundo de seu Ser:

“Procuro-vos, Ó Senhor!
Guiai-me, não como eu quero, mas como Vós o desejais, para que eu possa Vos achar e entrar no Vosso eterno Amor.”

Fazendo esse exercício diariamente, como deve ser feito, em três meses aproximadamente, a pessoa se torna mais sã e serena; a mente tornar-se-á mais clara e receptiva, e os pequenos desgostos da vida não mais aborrecerão.
Torna-se mais equilibrada em todos os planos de consciência, assemelhando-se, pouco a pouco ao Mestre Jesus.
ObservaçãoÉ muito possível, depois de ter praticado este exercício por uma e duas semanas, a pessoa sentir um intenso calor, um grande desejo de dormir ou talvez algum distúrbio nos órgãos digestivos. Se isso acontecer, não deve ficar alarmada e não se preocupar, pois a Luz do Cristo, que foi invocada com o nome sagrado “IAO”, estará limpando todos os seus veículos, aproximando-a lenta e seguramente da união com Deus.



Panyatara



[1] Representando o Cristo Interno, o Átomo Nous.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Solstício de Verão do Hemisfério Sul - SIMBOLISMO DO NATAL: SUA ORIGEM HISTÓRICA E ESOTÉRICA

Solstício de Verão do Hemisfério Sul – Ingresso do Sol em Capricórnio 21/12/2016 
(07:44 hs, hora de Brasília).
O Solstício é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno e do verão. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho (Solstício de inverno no sul e verão no norte) e 21 de Dezembro (Solstício de inverno no norte e de VERÃO no sul).
Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio), em conformidade com a segunda lei de Kepler.
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão do hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Capricórnio. No solstício de verão do hemisfério norte, ocorre o mesmo fenômeno no Trópico de Câncer. Fonte: Wikipédia


SIMBOLISMO DO NATAL:
SUA ORIGEM HISTÓRICA E ESOTÉRICA
O dia em que atualmente festejamos o Natal, ou seja, 25 de dezembro, era dedicado a festa em homenagem ao nascimento do Deus Mitra, cuja história, juntamente com a de Apolônio de Tiana, serviu de base para compor a história da vida de Jesus. Do mesmo modo, todos os rituais e as práticas sacerdotais adotadas pela igreja romana têm origem no culto mitraico, predominante nos primórdios do cristianismo católico, e para “aproveitar a popularidade de Mitra” a igreja romana também adotou a data do nascimento de Mitra para o nascimento de Jesus, fazendo-o nascer no mesmo dia em que teria nascido Mitra, daí que nosso Natal é uma continuação das festas em homenagem a Mitra e que tem, de quebra, os costumes praticados pelos romanos na realização das Saturnálias, festa em homenagem a Saturno, quando se davam presentes entre si e as pessoas gozavam até mesmo de uma liberdade licenciosa, tanto para comer como se dar aos prazeres da carne (como acontece agora!).
Entre os dias 17 e 23 de Dezembro os Romanos celebravam o "Festival da Saturnália" em honra do deus Saturno. Nos dois últimos dias trocavam presentes em honra desse Deus. Já em 25 de Dezembro acontecia a celebração do nascimento do Sol Invencível (Natalis Solis Invicti). Posteriormente, à medida que as tradições romanas iam sendo suplantadas pelas tradições orientais importadas, os maiores festejos realizavam-se em honra do deus Mitra, cujo nascimento se comemorava a 25 de Dezembro. O culto de Mitra - que se tornou difundido como o deus da luta e o protetor dos soldados - penetrou em Roma no 1º século a.C. e esta data entrou no calendário civil romano em no ano de 274 da Era cristã, quando o Imperador Aureliano declarou aquele dia o maior feriado em Roma, comparável ao nosso carnaval.
Os adeptos do mitraísmo costumavam se reunir na noite de 24 para 25 de dezembro, a mais longa e mais fria do ano, onde ficavam fazendo oferendas e preces pela volta da luz e do calor do Sol.
Falar sobre o nosso Natal é impossível sem conhecer um pouco da história de Mitra. Seu culto data de 4.000 anos antes de Cristo.
Mitra teria nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro e foi colocado numa manjedoura e pastores humildes que assistiram ao evento, foram os primeiros que o adoraram.
Celebrou uma Santa Ceia, junto com 12 discípulos, antes de voltar para a casa do Pai.
Ascendeu ao Céu de onde prometeu voltar no fim dos tempos para o Juízo Final.
Garantiu a vida eterna a quem se purificasse mediante o batismo.
Era tido como o Logos (O Verbo, a Palavra) embora fosse considerado um anjo inferior ao Ser Supremo (Ormuzd), mas superior ao deus Sol físico. Durante o período védico do hinduísmo Mitra (associado à Varuna) era o deus da criação, da ordem universal e da amizade. Mitra era onissapiente, inimigo da escuridão e do mal, deus das vitórias militares e Protetor dos justos. Agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo. Encarnou para viver entre os homens e enfim morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis comemoravam a sua ressurreição durante cerimônias onde eram proferidas as palavras: "Aquele que não comer o meu corpo e beber o meu sangue, de forma que ele seja em mim e eu nele, não será salvo".
Mitra era um deus do bem, criador da luz (por isso mesmo era associado ao Sol), em luta permanente contra a divindade obscura do mal. Seu culto estava associado à crença na existência futura absolutamente espiritual e libertada da matéria. Como Protetor dos justos agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo.
O líder do culto Mitraico era chamado de Papa e governava de um "mithraeum" na Colina Vaticano, em Roma; uma característica iconográfica proeminente no Mitraísmo era uma grande chave, necessária para destrancar os portões celestiais pelo qual se acreditava passar as almas dos defuntos. Os Mitraístas consumiam uma comida sagrada (Myazda) que era composta de pão e vinho.
Existiam, nos Mistérios Mitraicos sete níveis de iniciação, cada um coligado a um planeta: Corax (Mercúrio), Nymphus (Vênus), Miles (Marte), Leo (Júpiter), Perses (Lua), Heliodromos (Sol) e, enfim, Padre (Saturno). Assim como entre os Essênios, os iniciados de grau inferior (os aprendizes: Corax e Nymphus) tinham que servir os iniciados de nível superior: os companheiros (Miles e Leo), os mestres (Perses e Heliódromos) e o venerando Papa.
O culto de Mitra era uma religião cheia de mistérios e simbolismo; as mulheres ficavam excluídas das formas exteriores e regulares da liturgia. Muitos elementos de sua organização lembram os da moderna Maçonaria. Os templos subterrâneos reproduziam o firmamento enquanto a arte mitraísta insistia na representação de corpos celestes (o zodíaco, os planetas, o sol, a lua e as estrelas), também da serpente, do cão, do corvo, do escorpião (todas as constelações do hemisfério boreal) e da árvore. Sempre foi uma religião privada que jamais recebeu verbas públicas, sendo os templos de Mitra singelos e despidos daquela ostentação que caracterizava as basílicas paleo-cristãs. Primou por uma grande tolerância em relação aos outros credos.
A história de Mitra principia com o Demiurgo (Ahriman) oprimindo a humanidade. Apiedado, Mitra encarna no dia 25 de dezembro, data que na antiguidade correspondia ao Solstício de inverno (ou seja, quando o Sol nasce para o hemisfério norte do Planeta).
Teria nascido de uma rocha e prega numa caverna (também Jesus veio ao mundo numa gruta), porém, segundo a mitologia persa, Mitra fora gerado por uma virgem denominada "Mãe de Deus". Durante sua vida terrena Mitra se manteve casto, pregou a fraternidade universal e operou inúmeros milagres. O acontecimento mais marcante de sua vida foi a luta simbólica que travou contra o Touro sagrado (os costumes maléficos adquiridos pela humanidade durante a Era de Touro) que ele derrotou e sacrificou em prol da humanidade da Nova Era. Sua vitória tinha o dúplice significado de vitória sobre o mundo terreno e de auto-sacrifício da divindade a fim de redimir o gênero humano de seus pecados.
O apologista cristão Tertuliano afirma que os sequazes de Mitra eram batizados com borrifos de sangue de Touro ou de carneiro e, finalmente, purificados com água. Por causa disso, no sétimo século, a Igreja católica tentou, sem êxito, suprimir a representação de Cristo como Cordeiro de Deus, justamente por ser esta uma imagem de origem pagã e estar associada ao símbolo da Era de Áries (que tinha como Avatar Mitra, vencedor do Touro, ou seja, os costumes da Era de Touro que precisavam ser banidos para a manifestação da Nova Dispensação, ou seja, os ensinamentos da Era de Áries).
São Justino Mártir atesta que existia uma eucaristia de Mitra onde os fiéis compartilhavam pequenos pães redondos e água consagrada simbolizando, respectivamente, a carne e o sangue do deus encarnado. Este ritual, que ocorria aos domingos (dia da semana consagrado ao Sol), era chamado Myazda e correspondia exatamente à Missa dos cristãos.
Mitra não morria fisicamente, mas apenas simbolicamente e, como divindade solar, ressuscitava todo ano. Cumprida a missão terrena, ele jantava pela derradeira vez com seus discípulos e subia ao Céu. Seus adeptos tinham que jejuar frequentemente e, após terem recebido um sinal na testa passavam a ser chamados "Soldados de Mitra".
No início do IV século o imperador Constantino apoiou as religiões emergentes: o cristianismo e os cultos solares, ou seja, o de Apolo (popular entre os Celtas) e o de Mitra, extremamente difuso na parte Ocidental do Império onde, ao contrário, os cristãos ainda eram minoria. De nenhuma forma Constantino pode ser considerado um soberano cristão, pois, como os demais imperadores romanos jamais renunciou ao título de Pontifex Maximus. Além disso, privilegiou os pagãos nos cargos administrativos e a Casa da Moeda romana continuou a cunhar moedas mostrando símbolos pagãos.
O mitraísmo sumiu oficialmente em 377 d.C., data em que o imperador cristão Teodósio proibiu todas as religiões diferentes do cristianismo. Pequenos grupos de adeptos continuaram a praticar, secretamente, o culto a Mitra até o século V, quando os bispos desencadearam ásperas perseguições contra os cultos solares.
Surpreendentemente a própria Igreja cristã incorporou boa parte das práticas mitraístas como a liturgia do Batismo, da Crisma, da Eucaristia, da Páscoa e a utilização do incenso, das velas, dos sinos, etc. Até as vestimentas usadas pelo clero católico são extremamente parecidas com as dos sacerdotes de Mitra, como a mitra usada pelo Papa e a tiara, barretes usados pelos antigos persas.
Santo Agostinho chegou a admitir algum tipo de fusão entre as duas religiões quando reconheceu que os sacerdotes de Mitra adoravam o mesmo Deus em que ele acreditava. Em outras palavras, para ele, Mitra e Jesus era a mesma pessoa!
O culto a Mitra tornou-se muito popular no Império Romano e, para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mitra - 25 de dezembro como o nascimento de Jesus estabelecendo, assim, o Natal que hoje festejamos nesta data. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mitra.
Mitra era o sol espiritual que se encontra além da esfera das estrelas fixas. Portanto seria a força cósmica capaz de governar o ciclo das estações: a eterna sequência de outonos-primaveras, de luz-escuridão, na espera da vitória final da Luz sobre as trevas, da Vida sobre a morte.
Embora a maioria dos cristãos desconheça o fato em si, a história da vida de Jesus também está associada ao Solis Invictus (Sol Invicto, não vencido) que nasce no hemisfério norte no dia em que o Sol físico desponta no hemisfério norte (daí a missa do Galo, que canta quando o Sol nasce) e as peripécias de sua vida estão intimamente associadas ao percurso que este faz durante o ano pelo zodíaco, como veremos a seguir.
Durante os 3 meses do inverno, Jesus (o Sol recém-nascido) precisa ser protegido para fugir das forças descontroladas ainda reinantes no planeta, que tudo parecem destruir, principalmente a vida nascente (esta situação é representada por Herodes, simbolizando o frio do inverno, que matava todas as crianças nascidas durante este período).
Em seguida vêm os 3 meses da primavera. Durante este período, a jornada do Sol pelo zodíaco, espalha os benefícios de sua energia, como símbolo da vida e satura tudo e todas as coisas com a beleza e a música da vida espiritual. Depois, os 3 meses de verão, quando se desenvolvem as formas já existentes, que então se preparam para dar os frutos dessa energia vivificante e vivificadora que são os raios do sol. Estas duas estações do ano são representadas pela fuga para o Egito (lugar de calor), onde a criança se desenvolve até que volta para Jerusalém, depois da morte de Herodes, ou seja, do frio. Este período é o do crescimento e maturação das lavouras, quando tudo é preparado para a colheita, que ocorre quando então, vem o outono, e a energia solar começa a se enfraquecer e os frutos amadurecidos pela energia solar, ainda existentes, serão menores, porém mais doces. Esta época é representada pelos 3 anos de apostolado de Jesus que termina quando ele é abandonado por seus apóstolos (fim do outono) e morre com a chegada do Inverno (os 3 dias na sepultura representam os 3 meses do inverno) para refazer, posteriormente, o mesmo ciclo cada ano, sempre por amor àqueles que são seus filhos amados, ou seja, a humanidade.
Assim procede o Sol, intitulado pelos Rosa-cruzes como Chrestos-Solar, quando se referem àquela vida que representa o Sol Espiritual, o mesmo Mitra antes mencionado, cuja história a Igreja Católica usurpou para fundar uma religião onde o verdadeiro cristianismo foi esquecido, ou seja, o cristianismo dos primeiros cristãos, que nunca admitiram a pompa e as festas das outras religiões por não serem condizentes com os princípios de pureza que defendiam.
(Nota: Os verdadeiros cristãos foram levados aos leões das arenas romanas pela própria igreja que precisava agradar a Constantino, seu protetor e defensor por causa de seus objetivos políticos e eliminar os defensores da vida verdadeiramente cristã vivenciada pelos adeptos do cristianismo puro, os antigos gnósticos).
Somente no ano 337 D.C. foi que o Papa Julio I, promulgou oficialmente o dia 25 de dezembro como sendo o dia de nascimento de Jesus e para justificar essa atitude do Papa, S. João Crisóstomo explicava assim o porquê da escolha da data: “Em Roma, este dia acaba de ser escolhido como o do nascimento de Cristo a fim de que os Cristãos possam celebrar seus próprios ritos sem serem molestados pelos pagãos, já que esses estão ocupados com suas cerimônias (as Saturnálias).
A Doutrina atribuída a Jesus era a mesma ensinada por Mitra e também propunha o desapego às glórias do mundo, a simplicidade, a humildade, o perdão às ofensas e o amor fraterno e isto causou profundo efeito nas almas que ansiavam e aspiravam pelo reino de Deus. Esta doutrina revelava ainda que esse Reino está dentro de todos nós, acendendo esperanças entre a classe humilde, o que impressionava os poderosos da época pela sinceridade de seus seguidores.


Para melhor compreensão do que estamos informando, vamos enumerar algumas semelhanças, principalmente entre a conhecida história da Vida de Jesus, a de Krisna, Avatar da Era de Touro, que teria vivido mais ou menos 4 mil anos antes de Jesus e de alguns outros Deuses Solares, tais como Tammuz, Filho da Virgem Ishtar, Buda, filho de Maya, Adonis, filho da Virgem Myrra, etc.:

1. Todos estes fundadores das grandes religiões do passado teriam nascido de uma mãe virgem, no caso de Jesus, Maria (que teve outros filhos depois do primogênito e no caso de Krishna, Devaki, virgem imaculada que, entretanto, havia dado à luz 8 filhos antes de Krishna.
2. O nascimento desses avatares sempre ocorre num estábulo, gruta ou caverna ou câmara subterrânea, sempre entre animais.
3. A data de nascimento da criança ocorre no dia 25 de dezembro, justamente quando acontece o solstício de inverno no hemisfério norte do planeta.
4. A Estrela do Oriente e a chegada dos Magos (no caso do Cristianismo chamados os 3 reis magos).
5. O massacre de inocentes por Herodes, no caso de Jesus e por Kanza, tio de Krishna e tirano de Mathurâ, quando nos referimos a consequente fuga para um país distante, sempre um lugar quente, conforme se diz de Krishna, Jesus e outros Deuses-Sóis. Entre os judeus é o Faraó, que avisado pelos Magos de sua corte de que nesta data nascerá um poderoso mago que o vencerá, manda matar todas as crianças nascidas no reino durante este mês.
6. A quaresma ou a chegada da primavera, com a consequente Páscoa, para celebrar a passagem ou cruzamento do Sol pelo Equador em dezembro.
7. A Transfiguração de Jesus e de Krishna.
8. A lavagem dos pés dos apóstolos por Jesus e dos Bramanes por Krishna e os vários milagres que praticaram.
9. A pregação e a revelação dos segredos do santuário.
10. A morte de Jesus numa cruz (madeira) e de Krishna amarrado e flechado numa árvore (Nota: Como a imagem de Krishna era muito adorada na Índia, a Igreja católica fez dele um santo e batizou-o com o nome de S. Sebastião que, como S. Jorge e S. Cristovão,  há alguns anos atrás foram “destronado” pelo Papa por não terem raízes reais para comprovar suas existências).
11. A ressurreição (nos casos de Osíris, Attis e Jesus.
12. Os 12 discípulos.
13. O Discurso do Eu Sou de Jesus e de Krishna.

Acrescentemos ao que está acima as seguintes coincidências:

Mâya, a mãe de Buda, a “Mãe das formas” e da “Pura Luz”, assimilável ao próprio espírito, enquanto repousava, viu em sonho a budeidade penetrá-la sob o aspecto de um elefante branco.  Essa alegoria pode ser comparada com a versão cristã da Visitação de Maria, pelo Arcanjo Gabriel, e também com a “visita” feita à mãe de Alexandre, o Grande, por Zeus (A Luz Divina) sob a forma de uma Serpente, e sua fecundação simbólica.

Por esta similaridade, não podemos deixar de considerar a transcendência da Bíblia e dos Evangelhos em seu aspecto esotérico e a riqueza e a importância de suas narrativas simbólicas, sempre capazes de proporcionar ensinamentos àqueles que os compulsam, seja qual for o grau de evolução em que se encontre o estudante.
Todo o processo acima relatado sempre foi relacionado aos Deuses-Solares da Antiguidade (Osíris, Apolo, Adônis, Mitra, etc.) e está incorporado ao Evangelho como sendo “a vida de Jesus”, que teria nascido de uma Virgem, fecundada por Deus Pai, o Criador de tudo e de todas as Coisas (da mesma forma que Mitra).
Para adaptar um pouco mais a história acima à realidade, há hoje uma opinião mais aceita de que o nascimento de Jesus teria sido na primavera (se fosse no Inverno os pastores não estariam à noite pastoreando suas ovelhas, pois morreriam gelados).
A fuga para o Egito (Terra de Verão-calor-Vida), representa os meses do verão e está relacionada ao seu crescimento físico e espiritual, o que ocorre no outono, quando torna-se um iniciado para depois dar seus frutos (A pregação dos Evangelhos).
Depois, como todos os grandes Avatares e nisso incluímos Osíris, Hiram Abiff e outros, é atraiçoado por um dos seus Seguidores (O signo de Escorpião -outubro/Novembro), exatamente quando começa a fazer frio no Hemisfério Norte e que Leonardo Da Vinci reserva para representar Judas Iscariotes em sua famosa “A Ceia”) sendo posteriormente morto (quando chega o Inverno), representado pelos 3 dias que Jesus passa na tumba, até que chega novamente a Primavera.
O Natal que a Cristandade festeja está, em verdade, relacionada com o nascimento do Sol no hemisfério norte e podemos compreendê-la perfeitamente se relacionarmos as figuras e passagens do Evangelho com os componentes do Sistema Solar, os signos do Zodíaco  e as Constelações, onde não falta nem mesmo a Cruz. Senão vejamos:
Em primeiro Lugar vejamos o simbolismo do Natal.
Jesus nasce num estábulo entre animais.
Sempre representamos este acontecimento com o costume de colocar o menino-Deus-Sol numa manjedoura (lugar onde os animais comem) forrada de palha, fazendo com que a palha em que repousa se pareça com os raios de sol refulgindo. Os animais presentes são o asno, o boi e o carneiro. Na Constelação de Câncer existem duas estrelas denominadas Asellus Australis e Asellus Borealis que significa Pequeno Asno do Sul e Pequeno Asno do Norte e entre as mesmas existe um pequeno aglomerado de estrelas denominado Presepe (Coordenadas aproximadas = 23°N). O Boi e o Carneiro que completam o Presépio são figurações dos Signos de Touro e Áries que precedem o Signo de Peixes. A Estrela dos 3 Reis Magos corresponde a uma conjunção celeste muito rara, entretanto visível a olho nu, que permite ver Júpiter (A Lei, a Justiça, a Religião) e Saturno (O Pai na Terra, o educador ou disciplinador) confundirem-se no momento em que Júpiter eclipsa Saturno, enquanto o Sol, a criança que nasce a 90°, entra em Câncer (a Casa astrológica que corresponde ao Lar, a Família e também ao peito, onde o Cristo mora no homem).
Se recuarmos 9 signos (ou nove meses) veremos que o Sol encontra-se então no Signo de Virgem a Mãe de todos nós, o 3° Aspecto da Trindade, a Natureza, Akasha, a matéria negra do qual tudo emana e para o qual tudo volta.
Prosseguindo o estudo da Marcha do Sol pelo Zodíaco até a morte e à crucificação, apontando a Via-Láctea como o Rio Jordão, o Batismo quando o Sol entra em Aquário, signo em que a Água Lustral é derramada, a entrada em Peixes, signo duplo em que Jesus encontra os dois irmãos pescadores, Simão e André e, na mesma longitude a Constelação da Barca, indicando a pesca milagrosa.
O tema dos  dos 3 Reis Magos pode ser abordado astronômica e esotericamente com  a presença das 3 estrelas do cinturão de Órion (Algjebbah, Alnilan e Alnitak) que se elevam do Oriente para o Ocidente até o ponto em que veem a estrela Arcturus (da Constelação do Boieiro; 30 vezes maior do que o nosso Sol) brilhar sobre o aglomerado estrelar acima mencionado, denominado Presepe.
Dentro do simbolismo cristão Arcturus, com seu brilho fulgurante dentro da noite da ignorância humana,  representa a Estrela que indica, aos Três Reis Magos onde adorar o Cristo recém-nascido no Presepe, entre os animais domésticos de nossa natureza inferior que deverá ser purificada com a vinda Luz Redentora à face da Terra. 
As dádivas que os Magos levam são, em si, outros símbolos destinados ao ensinamento dos buscadores da verdade que já estão despertos para as realidades do espírito.
Poderíamos perguntar: Que melhores oferendas poderiam ser dadas à tenra consciência Crística, que aquelas provindas dos princípios mais Superiores da nossa própria Realidade Espiritual?
Os 3 Reis Magos representam macrocosmicamente os 3 planos superiores da Egoidade Divina (Planos Adi, Anupadaka e Atma) e microcosmicamente, a ressonância das energias no Ser humano que denominamos Pingala, ou Conduto Solar (a matéria branca da Alquimia) e Idâ, ou conduto lunar (a matéria negra da Alquimia) e Shushumna, o conduto central (a matéria vermelha da Alquimia), onde tudo é reunido e levado ao ventrículo esquerdo do coração, onde mora o Cristo-criança no ser humano.
Analisando os presentes dos 3 Reis Magos sob o ponto de vista esotérico verificamos que os presentes trazidos pelos mesmos significam:
O ouro simboliza o Poder, a realeza oriunda da Sabedoria Divina, que é conquistada pela transmutação dos metais impuros de nossa natureza humana. Significa, no plano de onde provém (Baltazar é o Pai da Trindade Celestial) o atributo da Vontade sem a qual nada se pode fazer. Em alquimia ele é o enxofre e está relacionado à fase do trabalho alquímico chamada “Ressurreição”.
O incenso trazido por Melchior é o elemento volátil ou o mercúrio. Representa, em linguagem alquímica, o Amor Divino, que deve preceder a toda obra de Magia Branca. É o perfume real que alimenta com o néctar da vida os poderes subutilizados da Alma. Ele representa o atributo essencial do Cristo recém-nascido e o esteio para a obra do verdadeiro alquimista chegar à etapa que, no trabalho alquímico é chamada de “Rubificação”.
Quanto a mirra, ela tem um campo bem reduzido de aplicações. Geralmente é utilizada em forma de pó, aplicado sobre úlceras cancerosas e em defumadores para desinfetar habitações onde exista um enfermo. Mas o seu significado oculto, como o presente do Rei Gaspar ao Cristo-criança está relacionado a Terceira Pessoa da Trindade.
Os 3 Reis Magos representam esotericamente os três atributos da Trindade e figuram, para o estudante da Sabedoria Antiga, essa Trindade e Seus Atributos.
Notemos, porém, que Gaspar tem uma singularidade em relação aos dois outros que não pode ser descuidada, ou seja, sua cor negra, que é a cor das Deusas Ísis e Devaki, ou seja, a Divina Mãe tanto para os egípcios como para os Hindus, que é também a cor de N. S. Aparecida no Brasil, N. S. de Montserrat, N.S. de Chartres, N.S. de Baieux, N.S. de Amiens, N.S. de Caen e a representação da Virgem, ou 3° Aspecto da Trindade, A Mãe Divina ou mãe do Mundo das várias religiões pagãs que precederam o Cristianismo e que, não coincidentemente, mais propositadamente é a cor do Tattwa Akasha, do qual tudo nasce e para o qual tudo volta após cumprir seu objetivo. 
Hoje, a ciência ortodoxa comprova a sabedoria deste símbolo representativo da Divina Mãe, ao encontrar, sem compreender seu significado espiritual, a matéria negra que envolve todo o Universo atualmente conhecido, do qual tudo que existe emana, ou seja, parece encontrar sua substância primordial. Blavatsky chamava esta substância negra de Prakriti. O domínio sobre esta substância é a busca de todo Mago e a base do Alquimista para a conquista da Pedra Filosofal. Este domínio representa o presente de Gaspar, o 3° da Trindade, ao Cristo Criança recém-nascido.
Em Alquimia a cor preta é chamada a fase da “Putrefação” e está relacionada com o sal.
Agora, pensando em termos poéticos, que maior dádiva poderia ser ofertado ao Redentor dos homens senão o domínio sobre a matéria, que representa a libertação da amargura do sofrimento humano?
Que melhores oferendas poderiam ser dadas à tenra consciência Crística que desperta, senão o ouro puríssimo simbolizando a transmutação dos metais impuros de nossa humana natureza?
Não é este, em verdade, o Cristo que sentimos, o Cristo que desejamos, o Cristo que amamos e que devemos realizar?...
Que outro símbolo mais elevado poderia corresponder à nossa consciência espiritual que acorda senão o de uma criança recém-nascida na palhoça modestíssima da personalidade humana?
Concluímos o presente trabalho afirmando que a fé Cristã tem permitido, apesar do dogma e da doutrina, apesar das distorções do teólogo acadêmico e das imposições de alguns clérigos ignorantes, a compreensão da união de Deus ao homem, fundidos no Cristo, apresentando a verdade que “todo ser humano também pode experimentar a Divindade”. 
Esta verdade vital, dramática, apresentada misticamente, mas sempre viva em cada ser humano, quando captada pela mente e compreendida pelo coração capacitará, a qualquer verdadeiro aspirante aos Mistérios Cristãos, a transpor os umbrais do novo Nascimento para a Luz, caminhando, de maneira crescente, nessa mesma Luz, a partir do momento que a entenda, porque “...a senda dos justos é como a Luz da aurora, que brilha mais e mais, até que o dia seja perfeito”.
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Nota explicativa: MIRRA - De acordo com a mitologia antiga, esta resina foi produzida pelas lágrimas da deusa Mirra, que se uniu incestuosamente com seu pai e concebeu o gentil Adonis, o Chrestos (Cristo) Solar dos Antigos, adorado na Grécia e em vários países do mundo antigo e na própria Roma, até meados do ano 300, onde o culto de Adonis-Mitra era muito mais popular do que o Cristianismo, que por sua essência (humildade, caridade, amor ao próximo, desapego aos valores materiais) não conseguia conquistar as elites governantes. Somente com a imposição promulgada por Constantino, que necessitava das massas para impor seu domínio, é que o Cristianismo triunfou, assimilando a maioria dos rituais mitraicos e substituindo os deuses vigentes na época pelos santos que a Igreja Católica promulgou.




Panyatara

domingo, 11 de dezembro de 2016

ARTIGO COMENTADO DO LIVRO CONDE DE GABALIS



Prezados Irmãos na Luz! 

Com imensa satisfação compartilho com todos os leitores deste Blog o artigo abaixo de um membro da Ordem Rosa-cruz, José Lima. Ele adquiriu o Livro Conde de Gabalis pela Theano Editora e está surpreendido com os comentários nele traduzidos que se misturam com os comentários também do Panyatara, no qual José Lima faz a comparação com o Frater (Irmão) Raymund Andrea.

Também fico feliz em ter organizado e editorado este livro...foi um imenso aprendizado, a leitura, o estudo, a revisão, a pesquisa e a escolha das imagens, cada detalhe, foi muito rico... Lembro que antes de finalizá-lo, eu e o Jayr fugimos para um local não muito distante, saímos da cidade grande (Rio), dos e-mails, dos telefonemas, da família, dos amigos, etc.. o isolamento é necessário para finalizar uma obra, e assim foi, acabamos Conde de Gabalis... com um conhecimento especial e mágico, um presente... chegamos ao Rio e um dia depois o livro foi para gráfica. A Gratidão sempre será eterna!  
Por isso, quando me deparo com o que o José Lima escreveu, fico feliz, satisfeita e agradecida. Paz e Luz! Adriana Calheiros (Theano)



Permito-me nesta ocasião, falar-lhes como a um Irmão de estudos esotéricos; tratamento este que o Maçom e o Rosacruz, o último em uma forma latina, ambos utilizam.
Para aqueles que ainda não ouviram falar do Frater (Irmão) Raymund Andrea, ele foi um eminente rosacruz que exerceu as funções de Grande Mestre para a Grã-Bretanha, entre os anos de 1921 a 1947. Com certeza era um Iniciado, ou seja, viu a Luz Maior, na terminologia rosacruciana. Escreveu diversos livros e inúmeros Artigos.
Recentemente a Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa da AMORC, editou um livro com cem Artigos de Andrea, que foi denominado “A Flor da Alma”. Neste livro há um Artigo sobre o clássico do século XVII “O Conde de Gabalis”. Neste Artigo Andrea cita vários comentários, muito esclarecedores, e os atribui ao próprio Abade de Villars. Sem esses comentários, ouso afirmar que O Conde de Gabalis é um livro tão hermético, quanto o Mutus Liber ou Símbolos Secretos dos Rosacruzes dos Séculos XVI e XVII. Depois de uma exaustiva busca no Google, julguei que esses comentários estariam perdidos.
Entretanto, surpresas sempre existirão em nossa busca mística.
Recentemente adquiri um exemplar de O Conde de Gabalis, que a Theano Editora & Publicações publicou no Brasil; e qual não foi a minha surpresa, ao verificar que os comentários que inspiraram Frater Andrea em 1927, ali estavam à disposição de todo Estudante dedicado. Como a Theano traduziu O Conde de Gabalis de uma versão em inglês, e a tradução para o português encontrada em A Flor da Alma de Andrea, é também de uma versão em inglês, ambos os textos estão muito próximos um do outro, tanto quanto se pode alcançar em uma tradução.
Naturalmente não há que se falar de relação sexual entre um humano e Espíritos da Natureza (Salamandras, Silfos, Ondinas e Gnomos); mas uma troca de energia entre o Iniciado (aquele que viu a Luz Maior) e esses seres, talvez seja possível.
No mais, boa leitura e se for o caso, boa comparação com o texto de Andrea.
Finalizando, a Estante Virtual na Internet, tem exemplares de O Conde de Gabalis, da Theano Editora & Publicações.
Concluído em 08 de Dezembro de 2016.
José Lima – Membro da Ordem Rosacruz desde 1982.
“Falar de esoterismo para o místico, é quase uma obrigação”.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Livro da Lei para O Povo Suplicante

ISBN: 978-85-69618-01-0

Prezados Leitores,​
Com alegria e com imensa satisfação compartilho com ​​vocês mais uma realização​ da nova edição do Livro da Lei para o Povo Suplicante de autoria do nosso saudoso Irmão Jayr Rosa de Miranda (Panyatara),​ agora em formato de livro​ ​16x23 cm, editado pela Theano Editora & Publicações.​
Informo que a tiragem foi pequena e considerando a importância da obra, convido àqueles que desejarem adquirir este livro que o façam com presteza. Estou a disposição dos verdadeiros aspirantes que buscam a verdade espiritual do conhecimento e da sabedoria oculta. (Theano)

Um resumo do livro:

O ser humano sempre abriga dificuldades para aceitar o novo, principalmente quando este colide com formas mentais enraizadas, quase sempre geradas pela satisfação encontrada na sagração de ídolos antigos que alicerçam seus conceitos pessoais erigidos como verdades inabaláveis. 
“O Livro da Lei para o Povo Suplicante” contendo, talvez um dos maiores acervos de informações desmistificadoras das ciências religiosas e esotéricas, porém sem derrogar seus valores morais, ensinamentos e informações. Ao contrário, o livro só faz fundamentá-los com um arrazoado fácil de ser assimilado, porém respeitando a maneira de cada pessoa entender esses “segredos esotéricos”, velados por causa de uma época em que o carrancismo religioso preponderava e ameaçava a vida dos verdadeiros buscadores da verdade.
Posso garantir que ele não é apenas mais um livro sobre esoterismo. Minha intenção ao escrevê-lo passou a ser de repartir com todos os buscadores libertos, informações que realmente servirão de pilar para conquistarmos a Coroa que está acima de nossa cabeça e, então, manejarmos e utilizarmos nossas espadas com sabedoria. (Panyatara)


Moradores do Rio de Janeiro podem entrar em contato e retirar o livro diretamente comigo. Para compradores de outras cidades e estados, ou quem é do Rio e quer receber pelo correio, o pagamento é via depósito bancário. Após a compra, os livros já são enviados automaticamente. Caso queira o código de rastreamento, por favor requisitar por e-mail. O livro chega em média 5 dias úteis após o envio. 
Para adquirir este livro por depósito bancário é só fazer o depósito na conta a seguir e enviar o comprovante, seu endereço e nome completo para: theanoeditoraepublicacoes@gmail.com ou adrianacalheiros@gmail.com

Adriana Calheiros Silva

Banco do Brasil
Conta Corrente 272892
Agência 28606

O preço de cada volume sairá por R$ 50,00, mais o frete de R$ 8,00.






"Nossa missão é servir"​

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

EQUINÓCIO DA PRIMAVERA

Sandro Botticelli, La Primavera, c. 1482, tempera on wood

Neste ano de 2016, o equinócio da Primavera 
será no dia 22 de setembro às 14h21. 


Texto de Panyatara, explicando sobre o Equinócio da Primavera, que simbolicamente e espiritualmente também tem a ver com nossa natureza interna. Achei oportuno o momento de postar esse artigo. Desejo uma boa leitura e um bom proveito para nossa prática diária de vida. Namastê! Theano
A Primavera, como todos nós sabemos, é a estação do ano caracterizada por uma verdadeira explosão de energias que se manifestam em todas as expressões de vidas existentes em nosso Planeta, atuando, parece, na própria estrutura dos átomos do reino mineral, do reino vegetal, do reino animal e também humano, proporcionando condições excepcionais para que toda e qualquer semeadura, seja em que campo for, venha a brotar, obedecendo a desígnios inescrutáveis para a maioria de nossos cientistas, porém, consoantes leis que muito interessam aos verdadeiros iniciados, porquanto estes devem aprender a conhecê-las e dominá-las.
Durante a Primavera, conforme visto em nosso dia a dia ocorre como que um renascimento ou ressurreição da vida em suas mais variadas expressões, onde, principalmente os Reinos que nos seguem mais próximos no caminho da evolução, dão testemunho iniludível de que novas forças animam suas formas. É a época do aparecimento do cio nos animais, das flores com suas sementes no Reino Vegetal; da alegria, do sentimento de fraternidade, do amor mais consciente no Reino humano, impulsionando todas as formas vivas da natureza a se cobrirem com suas roupagens mais belas a fim de atraírem seus opostos e, assim, através da troca de uma energia abundante nessa época que é ao mesmo tempo coesiva e expansiva, se tornar uma só pessoa obtendo, dessa forma, o clímax do prazer para, em seguida, obedecendo a expansão do amor que experimentam, desabrochar em novas formas de vida a fim de perpetuarem o sagrado mistério da criação.
Os efeitos da primavera sobre a vida na face da Terra sempre despertou a atenção da Humanidade, seja naquele aspecto mais imediato, que se reúne nos benefícios que sua ação produz na criação ou na agricultura, base da economia dos povos mais antigos, como no aspecto religioso que daí redundava, levando aqueles homens mais evoluídos a se ensimesmarem e procurarem encontrar, através da observação e meditação constante, o fundamento do que realmente ocorria em cada estação do ano, sua repercussão sobre toda a natureza e o proveito maior que poderiam obter destes fatos.
Com a mente e o coração abertos para a grandeza do processo cósmico que envolve a corrida de nosso Sol pelos 12 signos do Zodíaco, observando, com atenção religiosa, que as maravilhosas transformações que se manifestavam no Grande Cósmico, se eternizavam em sua descida cada vez maior no microcósmico, e constatando ainda que o que está em cima é igual ao que está embaixo e que o microcosmo está sob as leis ou energias geradas no Macrocosmo, aqueles investigadores entraram na posse de um conhecimento transcendental, cujo objetivo foi destinado, em primeira mão, a superação das limitações impostas à condição humana, o que era ensinado dentro dos templos, sempre em caráter estritamente reservado e objetivando àqueles homens que, depois de provados efetivamente nas mais duras provas, enfrentando altaneiramente os 4 elementos da Natureza, se tornavam Senhores desses elementos dentro de si mesmos, consoante o conhecimento e domínio daquelas Leis ou Energias tão magnanimamente colocadas pelo Macrocosmo à disposição do microcosmo.
Em contrapartida, conscientes do valor e, ao mesmo tempo do perigo que esses conhecimentos representavam, se utilizados indevidamente, procuraram vedá-los a compreensão do vulgo, instituindo aquilo que conhecemos hoje sob o nome de Mistérios, festas de dupla significação que ensinava, durante uma sequencia de comemorações baseadas no Drama Solar e outros métodos velados:
- a origem das coisas materiais,
- a natureza do espírito,
- as relações deste com o corpo humano e,
- o método de sua purificação e transmutação para a vida superior,  com a ajuda das forças naturais,
isto observando o aspecto esotérico desses conhecimentos e, exotericamente:
o relacionamento do homem e da natureza com as forças oriundas do Cosmo, proporcionando, ao homem comum, o entendimento dessas energias através de encenações festivas onde, com a utilização de máscaras características, as mesmas eram personalizadas para um culto e adoração que satisfazia plenamente àquele homem inculto.
Segundo os historiadores, nos primeiros dias da Primavera eram realizadas as Festas de Exaltação ao Sol, sempre personificado por um grande Ser, que podia ser Hórus no Egito, Dionísio ou Orfeu na Grécia, Hagal nos países nórdicos, e assim por diante.
As virtudes fecundantes desses Deuses Solares eram adoradas em seus mais íntimos aspectos, tanto nos Templos como pelo populacho, sendo que estes, naturalmente incentivados pelos sacerdotes destes cultos, chegavam a promover desfiles em carros alegóricos onde o pênis masculino aparecia como a mais alta expressão do Sol na face da Terra pendendo também como adereço no pescoço das sacerdotisas.
Cantavam sempre o poder vivificante contido nos raios solares e considerava cada semente um óvulo feminino, representação microcósmica do Planeta Terra, personificado nas figuras de Ísis, Deméter, Ceres e outros nomes de acordo com o país onde eram realizadas estas festas, quando de caráter externo, e cerimônias ou rituais, quando no interior dos templos.
Pouco antes do fim do verão no hemisfério norte, ou seja, entre 15 e 22 de setembro eram realizadas, então, asFestas e os Rituais da Colheita, sempre na mais respeitosa gratidão e com a máxima alegria. Nessa época eram oferecidas as “messis” ou primícias nos altares consagrados ao Deus Sol e se adorava a Deus-Natureza em seu aspecto materno.
Estes Rituais, que sempre eram realizados envolvendo ensinamentos de profundo esoterismo, falavam de uma vítima sacrificial expiatória (a personalidade do iniciado) e uma ressurreição, quando, então, o iniciado era admitido ao Supremo Grau de Epopta, ou seja, o que possui a Clarividência divina. Morria o homem velho e nascia o homem novo; Osíris dá lugar a Hórus, no eterno drama de Ísis.

Meus Irmãos:
Para nós, na época atual, a chegada da primavera não deve ficar restrita ao aspecto externo dos Mistérios, porquanto ela traz consigo um fator de transcendental importância para nossas vidas e para nossos propósitos. Para compreender a qualidade e a essência de suas energias, temos que nos aprofundar no estudo desses mistérios antigos, ainda incompreendidos pelos homens, porquanto encerram muito mais do que profanamente pode ser dito. 
O estudo e a meditação sobre eles poderão nos revelar uma das chaves mais importantes para a iniciação verdadeira, considerando que os corpos do homem (sua natureza) estão sujeitos a todo o processo Cósmico acima exposto e que suas energias se relacionam com aquelas manifestadas durante o Drama Solar.
Entre esses Mistérios, um dos mais ricos em simbologia é o de Dionísio. Conta, os Mistérios que levam seu nome: Dionísio foi assassinado pelos Titãs e teve o seu corpo despedaçado em 14 partes.
É interessante observar que nos Mistérios Osiríacos vemos a mesma história, com Osíris sendo assassinado por Seth que, em seguida, lhe despedaça e dispersa o cadáver em várias partes, posteriormente piedosamente procuradas e juntadas por Toth, Anúbis, seu filho Hórus e sua esposa Ísis, sendo que esta lamenta, depois da reunificação do corpo, ao constatar que lhe falta uma parte.
Mais interessante ainda é verificarmos que vamos encontrar histórias semelhantes nas várias escolas esotéricas da Antiguidade e até mesmo nos considerados Mistérios Menores, como acontece nos fundamentos maçônicos modernos, onde Salomão (Solomoc) contrata, através do Rei Hiram, a construção do templo (o corpo humano) a Hiram Abif, filho da viúva de Naim, que também é assassinado, esquartejado, tem os pedaços do corpo dispersos e depois reunificados por seus operários fiéis.
E o assunto fica mais atraente ainda quando:
a) primeiramente descobrimos que Dionísio é o Sol primordial personificado; é Fane (Phanes), o espírito da Visibilidade (da luz) material (por quem todas as coisas foram feitas); ciclope gigante que tem em si o poder produtor do mundo, o onipenetrante animismo de todas as coisas.
b) Em seguida, verificamos que este Sol primordial despedaçou-se, resultando em 14 partes que poderiam ser, cosmicamente falando:

1)     nosso Sol atual (o Hórus Osiríaco; o olho do ciclope gigante)
2)     a Lua (muitas vezes também adorada como Ísis)
3)     Vulcano (planeta descoberto por Heschel em 1786 e que depois desapareceu)
4)     Mercúrio
5)     Vênus
6)     Terra
7)     Marte
8)   Planeta que existia na zona de asteroides que explodiu (Viela) - não será ele a parte do corpo de Osíris que não foi encontrada? No mistério cristão é representado por Judas Iscariotes, que se suicida.
9)     Júpiter
10)  Saturno
11)  Urano
12)  Netuno
13)  Plutão
14)  o planeta X – (Vesta)

Ou seja, 14 partes de um todo que representa o nosso sistema solar.

c) Sabemos também que os 7 corpos do homem (+) somados aos 7 corpos da mulher (-) formam um ser perfeito, ou seja, um Dionísio.







Também os 4 evangelhos do Cristianismo se relaciona com estas verdades. A própria + (cruz) é o símbolo das 4 estações sobre o globo terrestre.
Nela se realiza o drama solar e a Primavera é representada pela cena de Anunciação, na qual o Arcanjo Gabriel comunica a Virgem Maria (A Natureza Cósmica) de que já estava fecundada por obra e graça do Espírito Santo (a energia Cristônica criadora, contida no Sol, que se materializa como Prâna, o Sêmen Divino). Maria é a mesma Mulaprakriti dos vedantinos, a matéria primordial, o aspecto feminino do Absoluto manifestado, o ovo Pascal que possui a latência de todos os elementos constitutivos do Cosmo, adquiridos em cada Pralaya (obscurecimento da vida, inverno), ou do Planeta Terra, nos períodos de duração de cada inverno.
Contudo, para expressar a vida (o Cristo), O Caos necessita de fecundação, o que ocorre durante os períodos de Pralaya (inverno) ou períodos de repouso da criação, quando a parte feminina e a parte masculina do Absoluto se integram no Imanifestado, ou seja, o positivo e o negativo se juntam e formam o zero Potencial, ou Ovo Divino, ou de fecundação do Logos, se nos referimos ao nosso sistema Solar, relacionando-o com a Terra, o que acontece no período do inverno (período semelhante a um Pralaya) quando ocorre como que uma parada, uma anulação do existente anterior, e a própria Terra se recolhe, ciosa, do que está acontecendo dentro de si, para depois explodir em vida, na Primavera.
É durante o Inverno que se realiza todo o processo da gestação (assimilação do antigo para um novo renascimento), até que, na Primavera, nasce a Crianca-Sol, o Cristo, que nos seus primeiros dias de vida ainda sofre as incertezas dos ventos e do frio do Inverno (que também significa a Morte) que teima muitas vezes em continuar seu domínio; por isso a criança necessita se refugiar no Egito (onde existe calor=Verão) para crescer forte e saudável.
E é no Verão que a criança-Sol adquire força e poder e trabalha com o Pai produzindo bens materiais, ou seja, traz a vida o produto de sua ação, sazonando com suas próprias energias, os grãos que alimentam o corpo para, posteriormente, no Outono, já com a obra acabada (época de Colheita) alimentar seus filhos (Egos-Divinos no coração dos homens) com seu corpo (Pão=matéria) e com seu sangue (Vinho=espírito), fruto final de seu labor, deixando-se imolar(novamente) na Cruz (as linhas horizontal e vertical da divisão do Globo terrestre em 4 estações) para que sua vida salve outras vidas (sua morte no final do outono, para renascer de novo (ressurgir dentre os mortos) não nos abandonando até a consumação dos séculos (novo Pralaya = fim desta onda evolutiva) conforme prometera, acenando-nos com a Esperança de que das Trevas nasce a Luz (um novo Manvantara = início de nova onda de vida).
Porém poderíamos, em conjunto, perguntar: qual o valor da Primavera para nós, seres humanos, dentro do contexto do que foi até agora apresentado?
Poderíamos responder, com toda segurança, que tudo isto tem grande importância para todos aqueles que buscam a verdadeira iniciação.
Santo Agostinho ao proferir as palavras “Omnia sunt per allegoriam dicta” revelou a maneira de girar a chave na fechadura para os verdadeiros aspirantes da Sabedoria Espiritual.
No hemisfério Sul, a entrada do Sol no signo de Libra traz-nos a Primavera e favorece as seguintes influências, características de Libra:
1) INTUIÇÃO ESPIRITUAL (Clarividência - raciocínio rápido - decisão - boa disposição para a realização)
2) FRATERNIDADE (Humildade - Amabilidade - Boa Vontade)
3) EQUILÍBRIO (Harmonia Perfeita entre os opostos)

Como sabemos, no hemisfério Norte, a Primavera ocorre com a entrada do Sol em Áries, signo oposto de Libra e traz as seguintes influências, características de Áries:
1) INTUIÇÃO OBJETIVA (que leva ao raciocínio penetrante e à memória matemática)
2) FRATERNIDADE (generosidade; hospitalidade)
3) ALTIVEZ (Independência, Vontade Determinada - Domínio)
Pergunto:
Para a realização espiritual que a Primavera oferece, será que Libra não oferece condições semelhantes ou até mesmo superiores às de Áries?
Deixo a resposta para a meditação de cada um de vocês.

Renascimento do Sol



Meus Irmãos!
Sabendo que o Sol da Primavera é o ressuscitador (o que traz a vida, o que faz desabrochar as flores (e as rosas são flores) da Natureza, que também pode ser a nossa, porque não aproveitar suas bênçãos para também eternizar-nos nossa vida)?
Os ocultistas hinduístas costumam falar, sem entrar em pormenores, do dia e da noite dos Devas.
A título de compensação pela paciência que nos concederam, vou ajudar a levantar um pouco a ponta do véu.
Companheiros! O dia dos Devas é o período compreendido entre o início da Primavera e o fim do verão ou exatamente o mesmo período cultuado e cultivado em todos os Mistérios conhecidos.
Sabendo que tudo o que ocorre na Natureza externa é expressão de energias que também atuam em nossa natureza interna, fica fácil depreender que nada mais pode ser dito.

Rio de Janeiro 16 de abril de 2000.
Panyatara